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Textos


A crítica impressionista está morta? Uma conversa sobre como penso literatura
Tenho aversão a resenhas. Se bem que, tratando dessa maneira, me faço passar por um dedicado antagonista em busca de contrariar toda classe de resenhistas e ao que bem estão por aí a dizer. Não tenho nada contra! Apenas sofro de uma implicancite aguda quando me pego perguntando: “por que não escrevo resenhas?” Parte dessa implicância, penso eu, vem do fato de não saber muito bem o que escrevo. Quando apareço por aqui, e publico algum texto sobre determinada obra, nunca é um

heitor silva
27 de abr.7 min de leitura


Quando a esperança de um sonho não termina na bala de um revólver
São George e Lennie, o pequeno e o grande ou o esperto e o ingênuo, a dupla de rara companhia entre dois homens que dependem do árduo trabalho no campo para sobreviverem à Grande Depressão (1929-1939), pelas redondezas de Soledad , Califórnia. E é sobre essas duas figuras peregrinas, que vão de fazenda em fazenda, que o autor norte-americano John Steinbeck retrata na sua pequena novela Ratos e Homens , de 1937. De aspectos inversamente proporcionais, o que a obra tem de pequ

heitor silva
16 de abr.2 min de leitura
A ÚLTIMA VEZ QUE VI UM PEIXE, crônica
Não é todo dia que nos deparamos com pombos suicidas. Ou até venha a ser e só agora pude notar isso. Mas é certo, em toda oportunidade: um susto! Já foram duas tentativas, inclusive, e nas duas estava eu guiando o carro, como quem não quer nada, e lá foi vindo ele, mal dando para notar de canto de olho, num mergulho rasante as asas flertam contra o para-brisa — e passa. Por pouco, nas duas, eu não os espatifo de todo, deixando não só depenados como, também, despedaçados! Trag

heitor silva
10 de abr.1 min de leitura


Para escrever como um leitor: A leitura como a sala de aula
Você gosta de ler? E também gosta de livros? Bom, talvez eu tenha algo para te contar: Você é um... LEITOR(A)! O quê?! Isso não é o suficiente para causar surpresas? Poxa vida... Me aconteceu de ser algo tão revelador enquanto eu lia Para ler como um escritor da escritora e crítica literária norte-americana Francine Prose... Sendo assim, vou tentar mais uma vez! Você gosta de ler? E também gosta de livros? Bom (dessa vez vai!), tenho algo para te contar: Você é um... ESCR

heitor silva
17 de mar.4 min de leitura


A realidade onírica é quando sonhamos os sonhos acordados
Pensar que uma VACA existe é como pensar o que é a realidade . Se alguém chegar até nós e gentilmente nos pedir para que pensemos numa vaquinha, sua existência é objetiva — as orelhas, o fuço, as cores malhadas: isto é a realidade. Mas como essa realidade pode vir a ser de propriedade onírica? Como os sonhos podem atingir certa materialidade objetiva? Talvez, sob as garras afiadas da astuta verdade, estamos mesmo condenados a concordar que são ideias que não podem. Apesar dis

heitor silva
4 de mar.4 min de leitura


A autoficção como uma fotografia feia
Ler autoficção, sem saber que se trata de autoficção, é se deparar com suspeitas pela leitura que se comportam como pulgas por detrás da orelha. Não sabia que O filho eterno de Cristovão Tezza era a vida do autor exprimida em vias de romance; mas que nada leva de romantizada. Ler a autoficção de Tezza — até como o próprio escritor brinca em entrevista dada para a Veja—, é perceber que a ficcionalização de suas memórias criam monstros onde nem o próprio criador é capaz de re

heitor silva
1 de mar.2 min de leitura
![O Desprezo [Le mépris] (1963) – Jean-Luc Godard](https://static.wixstatic.com/media/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.jpg/v1/fill/w_572,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.webp)
![O Desprezo [Le mépris] (1963) – Jean-Luc Godard](https://static.wixstatic.com/media/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.jpg/v1/fill/w_940,h_411,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.webp)
O Desprezo [Le mépris] (1963) – Jean-Luc Godard
Considerado um dos melhores filmes realizados por Jean-Luc Godard no auge de sua carreira, sendo o sexto longa-metragem dos dezessete produzidos entre os anos de 1959 e 1968, O desprezo (1963) é um filme sobre o cinema: sobre as pessoas que fazem os filmes, sobre aquilo que é projetado nas grandes telas de cinema e sobre aqueles que ocupam seus assentos para contemplarem a esses filmes feitos. Indo além, o filme é sobre um casamento e sua ruína, entre um marido e uma esposa,

heitor silva
27 de fev.5 min de leitura


Elogio da madrasta e a literatura erótica
A sensação que tenho, e digo isso sem quaisquer fontes comprobatórias e, sim, apenas especulação especulativa, é a de que Mario Vargas Llosa certo dia, encafifado com sua tediosa carga de trabalho, olhou para o lado, para uma de suas estantes de livros e, divagando em devaneios, então, se perguntou: será que eu seria capaz de escrever uma boa “novelinha erótica”? — E nesse mesmo instante um lapso de inventividade atravessaria o escritor peruano ou com a figura de Lucrecia, o

heitor silva
27 de fev.3 min de leitura


Os mochileiros inventaram o kindle!
Quando você pega para ler o primeiro livro d' O guia do mochileiro das galáxias em um kindle — o volume um da trilogia de cinco —, e se depara com a primeira menção ao fantástico guia para exploradores intergalácticos: é inevitável, você automaticamente vai associar o que é dito ao próprio dispositivo que empunha em sua mão. O leitor de livros digitais, que já possui uma mágica tecnológica intrínseca, com pouco esforço imagético transforma-se, rapidamente, no próprio guia p

heitor silva
27 de fev.3 min de leitura
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