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A ÚLTIMA VEZ QUE VI UM PEIXE, crônica
Não é todo dia que nos deparamos com pombos suicidas. Ou até venha a ser e só agora pude notar isso. Mas é certo, em toda oportunidade: um susto! Já foram duas tentativas, inclusive, e nas duas estava guiando o carro, como quem não quer nada, e lá foi vindo ele, mal dando para notar de canto de olho, num mergulho rasante as asas flertaram contra o para-brisa — e passou. Por pouco, nas duas, eu não os espatifo de todo, deixando não só depenados como, também, despedaçados! Trag


Para escrever como um leitor: A leitura como a sala de aula
Você gosta de ler? E também gosta de livros? Bom, talvez eu tenha algo para te contar: Você é um... LEITOR(A)! O quê?! Isso não é o suficiente para causar surpresas? Poxa vida... Me aconteceu de ser algo tão revelador enquanto eu lia Para ler como um escritor da escritora e crítica literária norte-americana Francine Prose... Sendo assim, vou tentar mais uma vez! Você gosta de ler? E também gosta de livros? Bom (dessa vez vai!), tenho algo para te contar: Você é um... ESCR


A realidade onírica é quando sonhamos os sonhos acordados
Pensar que uma VACA existe é como pensar o que é a realidade . Se alguém chegar até nós e gentilmente nos pedir para que pensemos numa vaquinha, sua existência é objetiva — as orelhas, o fuço, as cores malhadas: isto é a realidade. Mas como essa realidade pode vir a ser de propriedade onírica? Como os sonhos podem atingir certa materialidade objetiva? Talvez, sob as garras afiadas da astuta verdade, estamos mesmo condenados a concordar que são ideias que não podem. Apesar dis


A autoficção como uma fotografia feia
Ler autoficção, sem saber que se trata de autoficção, é se deparar com suspeitas pela leitura que se comportam como pulgas por detrás da orelha. Não sabia que O filho eterno de Cristovão Tezza era a vida do autor exprimida em vias de romance; mas que nada leva de romantizada. Ler a autoficção de Tezza — até como o próprio escritor brinca em entrevista dada para a Veja—, é perceber que a ficcionalização de suas memórias criam monstros onde nem o próprio criador é capaz de re
![O Desprezo [Le mépris] (1963) – Jean-Luc Godard](https://static.wixstatic.com/media/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.jpg/v1/fill/w_140,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.webp)
![O Desprezo [Le mépris] (1963) – Jean-Luc Godard](https://static.wixstatic.com/media/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.jpg/v1/fill/w_292,h_520,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/43316a_7b34230c05e049ed9d4f181c3408acd8~mv2.webp)
O Desprezo [Le mépris] (1963) – Jean-Luc Godard
Considerado um dos melhores filmes realizados por Jean-Luc Godard no auge de sua carreira, sendo o sexto longa-metragem dos dezessete produzidos entre os anos de 1959 e 1968, O desprezo (1963) é um filme sobre o cinema: sobre as pessoas que fazem os filmes, sobre aquilo que é projetado nas grandes telas de cinema e sobre aqueles que ocupam seus assentos para contemplarem a esses filmes feitos. Indo além, o filme é sobre um casamento e sua ruína, entre um marido e uma esposa,


Elogio da madrasta e a literatura erótica
A sensação que tenho, e digo isso sem quaisquer fontes comprobatórias e, sim, apenas especulação especulativa, é a de que Mario Vargas Llosa certo dia, encafifado com sua tediosa carga de trabalho, olhou para o lado, para uma de suas estantes de livros e, divagando em devaneios, então, se perguntou: será que eu seria capaz de escrever uma boa “novelinha erótica”? — E nesse mesmo instante um lapso de inventividade atravessaria o escritor peruano ou com a figura de Lucrecia, o
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